Princípios Eternos para a Guerra Espiritual

Atualizado: 24 de Set de 2020



“Jericó estava completamente fechada por causa dos israelitas. Ninguém saía nem entrava. Então o Senhor disse a Josué: ‘Saiba que entreguei nas suas mãos Jericó, seu rei e seus homens de guerra. Marche uma vez ao redor da cidade, com todos os homens armados. Faça isso durante seis dias. Sete sacerdotes levarão cada um uma trombeta de chifre de carneiro à frente da arca. No sétimo dia, marchem todos sete vezes ao redor da cidade, e os sacerdotes toquem as trombetas. Quando as trombetas soarem um longo toque, todo o povo dará um forte grito; o muro da cidade cairá e o povo atacará, cada um do lugar onde estiver’. Josué, filho de Num, chamou os sacerdotes e lhes disse: ‘Levem a arca da aliança do Senhor. Sete de vocês levarão trombetas à frente da arca’. E ordenou ao povo: ‘Avancem! Marchem ao redor da cidade! Os soldados armados irão à frente da arca do Senhor’. Quando Josué terminou de falar ao povo, os sete sacerdotes que levavam suas trombetas perante o Senhor saíram à frente, tocando as trombetas. E a arca da aliança do Senhor ia atrás deles. Os soldados armados marchavam à frente dos sacerdotes que tocavam as trombetas, e o restante dos soldados seguia a arca. Durante todo esse tempo tocavam-se as trombetas. Mas, Josué tinha ordenado ao povo: ‘Não deem o brado de guerra, não levantem a voz, não digam palavra alguma, até ao dia em que eu lhes ordenar. Então vocês gritarão!’ Assim se fez a arca do Senhor rodear a cidade, dando uma volta em torno dela. Então o povo voltou para o acampamento, onde passou a noite. Josué levantou-se na manhã seguinte, e os sacerdotes levaram a arca do Senhor. Os sete sacerdotes que levavam as trombetas iam adiante da arca do Senhor, tocando as trombetas. Os homens armados iam à frente deles, e o restante dos soldados seguia a arca do Senhor, enquanto as trombetas tocavam continuamente. No segundo dia também rodearam a cidade uma vez, e voltaram ao acampamento. E durante seis dias repetiram aquilo. No sétimo dia, levantaram-se ao romper da manhã e marcharam da mesma maneira sete vezes ao redor da cidade; foi apenas nesse dia que rodearam a cidade sete vezes. Na sétima vez, quando os sacerdotes deram o toque de trombeta, Josué ordenou ao povo: ‘Gritem! O Senhor lhes entregou a cidade! A cidade, com tudo o que nela existe, será consagrada ao Senhor para destruição. Somente a prostituta Raabe e todos os que estão com ela em sua casa serão poupados, pois ela escondeu os espiões que enviamos. Mas fiquem longe das coisas consagradas, não se apossem de nenhuma delas, para que não sejam destruídos. Do contrário trarão destruição e desgraça ao acampamento de Israel. Toda a prata, todo o ouro e todos os utensílios de bronze e de ferro são sagrados e pertencem ao Senhor e deverão ser levados para o seu tesouro’. Quando soaram as trombetas o povo gritou. Ao som das trombetas, e do forte grito, o muro caiu. Cada um atacou do lugar onde estava, e tomaram a cidade.” (Josué 6:1-20)


Há muito anos tive uma experiência muito desagradável, porém muito instrutiva. Fui pioneiro em meu país ao ensinar sobre os princípios diretivos do Louvor e das Artes na Casa de Deus, baseando-me nas Escrituras que ensinam acerca do Tabernáculo de Davi e do que o Rei Salmista instituiu em Israel para adorar ao Senhor. Os temas relacionados à ministração a Deus em louvor e adoração calaram tão fundo no coração da Igreja no meu país e na América Central que decidi escrever um livro sobre essas verdades. O livro continua sendo um dos preferidos livros evangélicos, mesmo após muitos anos; ele foi escrito em 1984. O título era muito direto, porém muito sugestivo: “O Tabernáculo caído de Davi”.


O material incluía a história de como o rei recuperou a Arca das mãos dos filisteus e a trouxe de volta a Jerusalém e de como ele organizou uma Festa Nacional de Louvor para levá-la ao Monte Sião, elaborando diversos instrumentos para a oca- sião. O livro descreve com muitos detalhes as diversas práticas que Davi pôs em funcionamento entre o povo ao estabelecer a Arca debaixo de uma cabana ou tabernáculo simples. As práticas, obviamente não são invenções minhas, foram tiradas da Bíblia ao estudar a vida e a obra do Rei Salmista.


O livro agradou muito e seus ensinamentos ainda mais. Neste ano de 2015, tivemos dois eventos de grande magnitude na Costa Rica. O primeiro, no Estádio Nacional, conhecido como La Joya de La Sabana, para adorar a Jesus com trinta e cinco mil crentes fervorosos, dos quais mais de cinco mil estavam no campo como uma grande Equipe Nacional de Artes, dançando para Jesus com seus belos vestidos coloridos, suas bandeiras, suas fitas e seus pandeiros. O segundo evento, a “Marcha para Jesus”, com cerca de um milhão de adoradores nas ruas, louvando a Jesus Cristo com pandeiros, músicas e danças, dos quais vários milhares deles eram grupos de artes para Jesus. Na verdade, sem dúvida alguma, podemos afirmar que o povo de Deus neste país assimilou, ao longo dos anos, o ensinamento sobre louvor e adoração ao nosso Senhor e Rei que lhe apresentamos há mais de 35 anos. Glória ao Senhor!


Mesmo que os corações da maioria dos ministros dos anos 80 tenham sido abertos para o chamado do Eterno para louvá-lo em espírito e verdade, sim, temos que afirmar que houve muita resistência e críticas ofensivas em um setor da liderança evangélica do meu país e da América Latina. A rejeição, aversão e resistência vieram com grande força através de alguns pro- gramas de rádio, que foram ao ar pelas nossas emissoras cristãs naqueles dias, e por alguns programas evangélicos transmitidos pela televisão secular e, mais tarde, no início do canal 23 que evoluiu para Enlace, a mais conhecida rede hispânica de televi- são do mundo. Essa perseguição se concentrou fortemente em vários pastores contra mim, com insistência e veemência.


Em certa ocasião, Deus me deu a oportunidade maravilhosa de pregar na Fraternidade de Pastores da Costa Rica, no Templo Bíblico. Eu preguei amplamente sobre o poder da adoração e seus benefícios na vida de uma nação. Ao concluir a ministração para a liderança, foram oferecidos alguns dos meus livros e muitos foram rapidamente comprá-los.


Enquanto isso ocorria, subitamente apareceu um dos meus detratores com um dos meus livros em sua mão e levantando-o muito alto. Ele veio para mim e me disse com força: “Veja eu comprei um dos seus livros do Tabernáculo de Davi”. Eu me alegrei e disse: “Que bom, ele o ajudará muito”. Eu, ingenuamente, acreditei que ele o havia comprado para edificar-se, mas não foi isso. Mas, de repente, ele gritou esta declaração para mim: “Eu vou ler seu livro de capa a capa até encontrar cada erro que tenha e eu contarei as pessoas; porque, você vai dizer agora que temos trinta maneiras para louvar a Deus, segundo diz o título de um de seus capítulos”.


Naquele momento, alguns pastores se inteiraram do que estava acontecendo e aproximaram-se. Eu pedi ajuda ao Espírito Santo e Ele me respondeu com estas palavras em minha boca: “Você está equivocado outra vez. Com esse livro não tenho a intenção de dizer ao povo de Deus que há somente trinta maneiras de louvar ao Senhor; não. Ao ensinar que na Bíblia o Espírito nos ensina que há no mínimo trinta razões e formas de louvar a Deus, o que quero estabelecer e que são tantas as formas que existem para fazê-lo que o podemos fazer com liberdade, da maneira que o Espírito Santo nos conduzir a fazê-lo; devermos exaltar o nosso Deus de todas as formas. O assunto aqui não é a forma, e, sim, o princípio. Não se trata de quantas formas há para louvar o Altíssimo, mas de louvá-lo de todas as formas possíveis. O importante é praticar o princípio do louvor ao Altíssimo, fazendo-o de todas as formas possíveis”.


O homem ficou mudo, retrocedeu e, cabisbaixo, saiu daquele auditório. Na verdade, minha declaração no Espírito era totalmente válida e correta. Às vezes, as pessoas se apegam religiosamente a uma forma de fazer as coisas, seja orar, louvar, pregar etc., sem entender que o mais importante é extrair os princípios bíblicos das histórias santas registradas e caminhar com eles sem apegar-se, necessariamente, a uma maneira estereotipada ou repetitiva de fazer as coisas. Amém e amém!


No caso da intercessão profética e da guerra espi- ritual estratégica, muitos creem que é assim, que é preciso repetir as formas de fazer para obter os mesmos resultados. Segundo eles, devemos fazer estritamente como fez Josué ao derrubar as muralhas de Jericó ou como fez Elias ao enfrentar os falsos profetas de Baal e Aserá. Estão todos equivocados! Não podemos fazer tudo igual, porém é sábio valorizar os princípios de ação com que se moveram aqueles homens e caminhar de mãos dadas com tais princípios.


São os princípios de batalha espiritual que Deus deseja que sigamos ao estudar como as realizaram os antigos, e devemos perguntar ao Espírito Santo como eles as fizeram e como devemos fazer hoje. Sem dúvida alguma, Deus nos guiará no tempo presente a agir conforme seu propósito, como os guiou no passado. O mais valioso é entender que “o importante é o princípio e não a forma”.


Do outro lado, estão os sábios dos nossos dias com uma teologia nada profética que pensam que o que ocorreu a Moisés, a Josué, a Daniel ou a Davi são apenas histórias para serem contadas, porém que não é válido hoje fazer atos similares aos que eles fizeram porque o tempo para isso passou. Que erro! Os princípios de Deus são eternos. Hoje, são tão válidos como o foram no passado. Deus não muda nem há nele sombra de variação, afirmam com clareza as Sagradas Escrituras.


Alguns outros, equivocadamente, pensam que hoje não é válido realizar atos proféticos como o fizeram os patriarcas e profetas da antiguidade. Pior ainda, de maneira desrespeitosa e irresponsável chamam de feiticeiros e ocultistas evangélicos àqueles que são dirigidos pelo Espírito Santo a realizá-los. Nada mais distante da verdade. Nós, os intercessores, somos adoradores apaixonados pelo Senhor Jesus, dispostos a fazer por Ele e para Ele o que Ele ordenar em Sua soberana vontade. Aqueles que nos maltratam ignoram que Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e pelos séculos; e, portanto, também o é Seu Espírito Santo. Ele pode hoje, assim como ontem, falarmos, dirigir-nos, guiar-nos e ordenar-nos fazer o que, em Sua sabedoria, somente Ele conhece e sabe que deve ser feito em matéria de intercessão profética territorial e estratégica. Ele continua sendo o Senhor da igreja e do Universo e não está sujeito aos limites ou preconceitos religiosos que nós, mortais, creiamos que lhe possamos impor.


É importante salientar que Deus nunca teve a intenção de fazer-nos mestres de nossas opiniões ou de nossos próprios conceitos teológicos nem filosofias bíblicas. Não. O que Deus determinou e planejou para mim e para você, amado leitor, é que você e eu fôssemos feitos pelo Espírito à imagem de Seu Filho amado e que, debaixo do tratamento e da construção interior do mesmo Espírito Santo, tornemo-nos tão dóceis, tão submissos e tão obedientes a Ele e a Sua santa vontade que possamos obedecê-lo em tudo que nos ordenar, seja orando, servindo em Sua casa, ensinando a Palavra, louvando ou fazendo guerra espiritual territorial. Amém!


Na maturidade e na liberdade do Espírito Santo é nosso dever e nosso direito, como intercessores proféticos, caminhar baseados em princípios bíblicos e não em legalismos religiosos limitantes.


INTERCESSORES, É A HORA DE NOS MOVERMOS PELOS PRINCÍPIOS PROFÉTICOS ETERNOS!


Esse artigo é um capítulo do livro: Batalha Espiritual Cibernética.




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