• Neuza Itioka

Adoração como Estilo de Vida

Atualizado: Set 24



Na Bíblia encontraremos a tradução da palavra em hebraico Bbôdhá, que trará o conceito sobre adoração, essa terminologia foi usada no Antigo Testamento; que significa trabalho efetuado por um escravo. A adoração também é; manifestação de temor reverente, prostrar-se, demonstrar admiração e respeito. A adoração deveria ser realizada no Tabernáculo ou no Templo, no meio do culto, como ritual a Deus. O que incluía sacrifício diário; matutinos e vespertinos. Na Cerimônia do culto; adoração era o ponto alto, e, em que consistia? O derramamento de sangue, oferecimento do incenso, pronunciamento da benção sacerdotal – tudo isso era o ponto alto da adoração.


Por que Deus nos pede que o adoremos?


Por Deus nós fomos chamados e constituídos para sermos adoradores. Quando o adoramos, nós reconhecemos quem é Deus, e a revelação de que Ele nos criou, nos amou e nos salvou. No meio de tantos deuses e confusões, poder declarar que Ele é Deus acima dos falsos deuses, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, que Ele é o Senhor do universo, realmente é algo Sui Generis, é algo único no mundo; é maravilhoso.


Fomos constituídos por este Deus Criador, para anunciarmos ao mundo que temos um dono. Pertencemos a um Deus tão poderoso que faz questão de dizer que nos criou e nos amou, tudo isso antes da fundação do mundo. Assim, através da adoração, nos afirmamos e definimos a nossa identidade: filhos de Deus, chamados para um propósito maravilhoso eterno, SERMOS SEMELHANTES A ELE.


Tornar-se semelhante


Nós nos tornamos aquilo que adoramos (Sl 115:11; Sl 135:15). De acordo com a Palavra de Deus, a adoração é um meio de nos tornamos semelhantes ao objeto de adoração. Quanto mais o adoramos, corretamente, mais a imagem e semelhança de Deus nos tornamos. Experimentar a presença de Deus é um privilégio, e apenas aqueles que vivem para adorá-lo sabem desse segredo.


  • Experimentamos o seu amor.

  • Experimentamos o seu constante perdão.

  • Experimentamos a sua misericórdia.

  • Experimentamos a sua fidelidade.

  • Experimentamos o seu caráter ilibado.

  • Experimentamos a sua paciência.

  • Experimentamos admirados a sua renúncia – passa-me este cálice.

  • Experimentamos o seu espírito de sacrifício.

  • Experimentamos a sua bondade.

  • Experimentamos a sua obediência.

  • Experimentamos a sua total dependência.


Os condutores de adoração


Os ministros ou sacerdotes responsáveis pela adoração, são pessoas que têm uma responsabilidade tremenda; o serviço de uma vida santa e integra, pois, dependendo de quem ele é, o que faz, e como faz, pode tanto agradar, como também, desagradar a Deus.


Na narrativa bíblica, nós somos expostos, logo de início, que este universo está em conflito. Este conflito surgiu na eternidade, entre alguém criado por Deus. Um conflito entre o Criador e a sua criatura. Na realidade, o opositor foi a mais bela obra da criação de Deus, chamado Lúcifer (hoje satanás).


Lúcifer foi criado para dirigir a adoração até o trono de Deus. Contudo, a sua beleza o fez enamorar a si mesmo, e abrigou em seu coração a ideia de receber a glória e louvor. A glória, a honra e louvor deveriam ser direcionados a Deus, ao seu Criador, porém, o anjo criado “carregador de Luz”, roubou a adoração para si. Essa iniquidade chamamos de “Síndrome de Lúcifer”. Na Bíblia, podemos ver o juízo de Deus sobre o rei da Babilônia que quis ser superior a Deus, e recebeu o mesmo julgamento que Lúcifer – Já foi derrubada na sepultura a tua soberba com o som das tuas violas; os vermes debaixo de ti se estenderão, e os bichos te cobrirão. Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo. (Is 14:11-15)


Santidade do altar


Na Bíblia o que seria o altar? Historicamente falando, o altar é o lugar onde a divindade, e os espíritos dos deuses se manifestavam. Era no altar que a divindade se manifestava com poder. Todos os altares eram espaços onde aconteciam a revelação. Era também o ponto de encontro e relação entre “deus e seu adorador”.


Para o povo de Deus, no caso de Israel, o altar era o centro de sua adoração. Deus havia prometido manifestar-se no lugar onde o seu altar fosse edificado. O altar foi edificado com muito cuidado, seguindo os princípios ordenados por Ele. Deus orientava como deveria ser edificado. O altar era o centro de adoração, e continha elementos proféticos que apontavam a obra redentora de Jesus Cristo no futuro (Gn 8:20; Êx 20:25).


Construção do altar


O altar era o lugar onde a oferta deveria ser aceita por Deus. Um altar para ser aceito, deveria ser construído de terra ou de pedras não lavradas (naturais), e sem degraus (para evitar a exposição indecentes de partes do corpo ao subir até ele). Hoje, por causa da obra de Cristo, o altar é o nosso coração. É em nosso coração que temos o encontro e a revelação do amor do Pai (Rm 5:5)


Santidade é o elemento mais importante:


A santidade de quem usa o altar, o adorador ou sacerdote que se apresenta como oferta, oferecem o sacrifício ao Senhor. A santidade do ofertante é o incenso da sua adoração. No antigo testamento, todos os sacerdotes deveriam se apresentar a Deus, e ao seu altar purificados e imaculados. Deus aparecia no altar, e ali, lhes falava e transformava aquele lugar num ponto sagrado e santificado por sua Presença. (Gn 35:9-15) Ao contrário de Deus, hoje, o diabo recebe suas ofertas debaixo da imundície, perversão e sem nenhuma santidade.


Santidade


Homens e mulheres que têm suas vidas centralizadas em Deus, vivem para agradá-lo e adorá-lo. A adoração é estilo de vida, é a partir dela, que o Espírito Santo começa a manifestar o poder de nos transformar. Os filhos de Deus são dependentes da sua presença. Adorador é aquele (a) que desenvolve a intimidade com Deus. Através de uma vida devota a Deus, o caráter é transformado à imagem dele, santo e poderoso.


O caráter de Deus


Quando falamos em discernimento, é imprescindível considerar a natureza e o caráter de Deus. A verdade é que não o conhecemos suficientemente. Muitas vezes projetamos nele a imagem dos nossos pais terrestres e vivemos uma vida cristã miserável, longe dos padrões que Deus tem planejado para nós. Sem o conhecimento do caráter amoroso, cheio de compaixão por seus filhos, é impossível um verdadeiro discernimento.


As seduções em que muitos caem são frutos do desconhecimento do caráter e da natureza de Deus. Quanto fatalismo, imposição, acusação, falta de respeito e violência são atribuídas a Deus, quando na realidade essas coisas têm vindo dos espíritos enganadores, que estão em ação para enganar o povo que está buscando a verdade, leia Apocalipse 12:9.


Ter uma visão correta de Deus, conhecê-lo em sua intimidade é fundamental para a cura interior do homem. Esse "conhecimento de Deus" não vem apenas por meio de informações teológicas, mas, sim, pela convivência em amor e obediência a Deus. Somente quando a nossa mente e o nosso coração estiverem em sintonia com o caráter amoroso de Deus é que nós, seguidores de Jesus Cristo, poderemos crescer no amadurecimento emocional verdadeiro.


O conhecimento do caráter e da natureza de Deus também implica em andar em comunhão e adoração com Ele. É nesta comunhão íntima, que somos restaurados, em Deus nós somos completos. A nossa vida interior entra em ordem.


A vida cristã não consiste apenas em aceitar uma declaração de fé, nem um corpo de doutrina supostamente ortodoxa. Há muita ortodoxia estéril e morta. A vida cristã consiste numa vida de relacionamento amoroso e obediente com um Deus vivo e que tem o maior prazer em interagir com o seu povo e fazê-lo feliz. A cura interior faz parte da restauração do homem. O conteúdo da sua fé, em forma de doutrina ou de verdades elaboradas ou escritas, deve ser vivido e confirmado como fruto de uma interação dos cristãos com as Escrituras e com a ação do Espírito Santo. A nossa fé não é manipulativa para fazer de Deus o nosso "menino de recados" para nos servir e conseguirmos os nossos objetivos egoístas. A vida em Cristo é uma vida centralizada nele e consiste em viver uma vida de amor, de confiança e dedicação, uma entrega irrestrita ao Senhor, que nos deu a vida.


Jesus, o modelo


O nosso maior exemplo de uma vida de adoração e oração é Jesus de Nazaré. Ele vivia a própria Presença do Pai (Jo 5:19-31). Assim também, o nosso modelo de uma Pessoa que adora e ora é Jesus, o Filho de Deus. Ele fazia todas as coisas cem por cento em harmonia e concordância com o Pai. João capítulo cinco nos mostra que Jesus nada fazia por si Jesus e sua confiança Jesus sempre iniciava as suas orações agradecendo, a adoração motiva um coração grato. Jesus sabia que o Pai o escutava; no caso de Lázaro, Jesus não ficou descrevendo em detalhes aquilo que aconteceu. Ele apenas agradeceu, porque o Pai já O tinha ouvido.


Aquela oração já havia sido feita nos céus, porque Jesus orou aquilo que estava no coração do Pai: “ressuscitar os mortos”. Então, Deus agiu com o sobrenatural na esfera natural. O apóstolo João descreve a história do poder que Deus liberou naquele momento (Jo 11.41-42). Jesus sempre foi seguro, e a razão era única: Ele confiava no agir do Pai!


Assim na terra como no céu


A intenção de Jesus era trazer os céus para a Terra, e a melhor forma para isto era através da oração (Mt 6.10). Vamos adaptar para entendermos o que isso significa?


  • Faça-se a Sua vontade, assim na Terra como nos céus.

  • Faça-se a Sua vontade, assim na minha casa como nos céus.

  • Faça-se a Sua vontade, assim no meu bairro, como nos céus.

  • Faça-se a Sua vontade, assim no meu Brasil, como nos céus.


Adorar é ver Deus agir em todas as esferas que vivemos, bem como nos lugares em que atuamos. Não existe nada mais eficaz do que uma vida de adoração e busca pela vontade de Deus. Como fazer a vontade de Deus no altar e na conduta do dia a dia? Simples, na dependência do Espírito Santo devemos: assumir a identidade do adorador, praticar a verdadeira adoração em todo o tempo, no altar, na sua vida pessoal.

Este artigo é um capítulo do livro Como Manter a Libertação e Cura Interior.




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